quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Operação “Nó Górdio” (1)

O DFE5 estava em 1970, em Porto Amélia, quando recebeu ordens para participar na operação “Nó Górdio”. Como o início da operação se iria desenvolver no “planalto dos Macondes”, o primeiro passo foi o transporte do DFE5 para Mueda, efectuado em aviões da Força Aérea Nord Atlas, com partida do aeroporto de Porto Amélia.

Foto img131

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Aquartelamento no Cobué (8)

A sala / messe de oficiais no Cobué era nos primeiros tempos desconfortável, de ambiente bastante austero e falta de manutenção, sem muitos dos vidros nas janelas. A sua utilização estava limitada às 22H00, hora a que se desligava o gerador que fornecia energia ao Aquartelamento. Daí em diante só à luz de velas. Mesmo nestas condições, ali se escreveram ou concluiram muitos aerogramas para a família.

Na fotografia mostra-se um aspecto parcial dessa sala, com os 4 oficiais do DFE5 à mesa, na refeição do almoço.

Foto Cobue004

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Aquartelamento no Cobué (7)


Um outro aspecto da área do Cobué, desta vez a vista, também do alto da Igreja*, para Leste, para o lado oposto ao Lago Niassa, isto é, para o interior do território de Moçambique.
As casas visíveis não pertenciam às Forças Armadas, sendo uma a do Chefe do posto do Cobué.

Nota* Parte do telhado desta é visível em primeiro plano.

Foto Cobue010

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Aquartelamento no Cobué (6)

Ainda no Cobué. Desta vez uma outra vista do alto da Igreja que se situava ao lado do Aquartelamento, para o lado Sul, vendo-se o aldeamento da população afecta ao Cobué.

Fotos Cobue008 e Cobue009

domingo, 14 de outubro de 2007

Telegrafistas

O DFE5 tinha, à semelhança dos outros DFE, incluídos nas suas 70 praças, dois marinheiros telegrafistas habilitados com o curso de Fuzileiro Especial. Estes elementos eram/foram essenciais na vida do DFE5, assegurando as comunicações entre as forças em operações no terreno e as bases de apoio, especialmente para situações de emergência.

Eram eles:

72/66 MAR C (FZE)

Joaquim José Feliciano Palma

1207/67 MAR C (FZE)

Jorge Verde Ferreira

Comunicações inicialmente através do PRC 10 e pouco depois pelo Racal TR28 nas suas várias versões e modernizações, poucas vezes em fonia, na generalidade em grafia / morse acústico assegurando ligações a grandes distâncias. Um telegrafista apoiando cada Grupo de Assalto, ficando muitas vezes o outro na base, mesmo com o DFE5 completo, a assegurar qualquer ligação que fosse necessária.

No Cobué, em que se tinha a responsabilidade de manter contacto regular a horas determinadas, os QSO’s, com o CDMPLN em Metangula, através dum pequeno posto de comunicações com equipamentos fixos, eram sempre estes elementos que asseguravam em permanência esses contactos.

sábado, 13 de outubro de 2007

Cobué. Tempos livres (1)

Num fim-de-semana, numa das portas do aquartelamento, preparando uma ida à praia, no Lago Niassa. As praias do Cobué eram de areia branca, um branco ligeiramente amarelado. Quando o tempo o permitia esta ocupação dos tempos livres era uma boa alternativa à leitura ou a algum desporto de bola. Mesmo os elementos que dispunham de rádios portáteis, não captavam qualquer posto, pelo que nem música nem notícias ali chegavam por essa via. Excepção, há quase sempre uma, era o 3º Oficial que usava o seu rádio num determinado posto para treinar o ouvido para morse acústico.

Da direita para a esquerda, três dos oficiais do DFE5 (Imediato, 4º e 3º oficiais), com o Chefe do posto Leong.

Foto Cobue021

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Aquartelamento no Cobué (5)


No Cobué havia um pequeno ancoradouro com um pequeníssimo cais, a que com limitações podiam atracar as LFP, inicialmente de madeira e que se foi degradando com a amarração das lanchas. Tentámos então, com meios existentes e pessoal do DFE5 , construir uma estrutura mais sólida cujo início pode ser visto no canto inferior direito da fotografia, bem como os bidons que iriam ser inseridos na obra para permitir a circulação de água por baixo.
Na pequena baía que ali se formava, havia espaço para as Lanchas, de Desembarque Médias* ou Pequenas (LDM ou LDP), abicarem. E essa zona era servida por uma pequena praça onde podiam ser efectuadas as cargas e descargas, no centro da qual é visível um farolim, importante ajuda à navegação e demanda daquele local. Visível igualmente um jeep, a segunda das duas viaturas existentes, que como quem se lembrar (ou tiver sido leitor atento) sabe que era o "jeepão".

Nota* Na foto pode ver-se a proa da LDM204

Foto Cobue054