quinta-feira, 25 de outubro de 2007

“Aquartelamento” em Mueda (1)

O DFE5 depois de transportado para Mueda em avião Nord Atlas, ficou alojado num conjunto de tendas de campanha grandes (com capacidade para 16/20 pessoas), em cuja montagem participou. O DFE11 ficou alojado no mesmo local, aguardando aí os dois Destacamentos o início da operação “Nó Górdio” em que iriam participar.

Nesse período em Mueda, os elementos das duas Unidades colaboravam com outras forças na segurança do perímetro de Mueda, bastante extenso e com edifícios e bairros de população dispersos. Esta acção era especialmente feita através de patrulhamento* em viaturas Unimog, quer de dia quer de noite. Na fotografia pode ver-se o acampamento dos Fuzileiros, junto ao qual dias depois foi montado o acampamento, em tendas individuais, dum Grupo Especial (GE) de militares africanos.

Nota* Este patrulhamento nocturno em viatura era bastante desconfortável e de duvidosa eficácia, quer pela vulnerabilidade do pessoal nas viaturas, cuja marcha era bem identificada do exterior, quer pelas reduzidas visibilidade e audição, esta com o barulho dos motores.

Foto Mueda122

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Aquartelamento em Porto Amélia (3)

Fotografia (já gasta pelo tempo) duma formatura das praças do DFE5 para revista, no aquartelamento em Porto Amélia.

Nota: No meio da formatura há um pequeno “intruso”, órfão nativo acarinhado por todo o pessoal, que se encontrava à responsabilidade dum elemento do DFE6 (1968-70).

Foto PAmelia108

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Patrulhamento do Rio Zambeze (1)

O patrulhamento do Rio Zambeze era efectuado em botes de borracha Zebro III ou botes de fibra de vidro Marujo, com motores Mercury de 50 Cv. Nunca apenas com um bote, para garantir apoio mútuo, e 3 a 4 homens por bote. Nalgumas zonas, especialmente a montante do Tchiroze em que em certas épocas, com menos água, havia muitos obstáculos e rápidos, também era feito patrulhamento apeado nas proximidades das margens.

Na fotografia, uma imagem do Rio Zambeze tirada num patrulhamento, é visível a Missão de Boroma.

Noutras zonas o leito do rio estreitava entre zonas escarpadas, em que os botes eram facilmente vulneráveis a atiradores de terra.

Este mesmo Rio Zambeze tornava-se completamente diferente em período de chuvas, com águas castanhas e muita vegetação, ramos e animais mortos à superfície.

Foto Tete135

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Reencontros. O arranque, 31 anos depois.

Só em 2002 foi tomada a iniciativa, por um pequeno grupo, de arrancar para um reencontro devidamente organizado no ano seguinte, de todo o pessoal que prestou serviço neste DFE5.
Ainda se dispunham na altura de poucas moradas actualizadas, mas as que havia serviram para juntar no dia 19 de Outubro desse ano de 2002, à tarde, um grupo proveniente de várias partes do País, todos já almoçados nas redondezas (onde cada um quis), numa sala de aula da Escola de Fuzileiros (EF) cedida pelo respectivo Comando. E dessa reunião saiu a nomeação da 1ª Comissão organizadora para realizar em 2003 o primeiro Encontro.
As fotografias mostram um aspecto parcial da reunião e o grupo que foi possível* juntar na escadaria da antiga Messe de Sargentos da EF.
Nota* Alguns dos que estiveram na EF e não figuram na fotografia na escadaria, estariam a matar saudades da cantina.

Fotos Encontro_0001 e Encontro_0002

domingo, 21 de outubro de 2007

Início da Comissão. Vila Cabral a Meponda (3)

Uma das viaturas que fez o trajecto Vila Cabral - Meponda, pertencente à primeira coluna em que o DFE5 participou, numa paragem motivada pelo acidente (queda duma ponte) duma outra viatura.
O uso do capacete, de metal como eram todos na altura, era obrigatório para protecção pessoal, mas com o inconveniente de ser pesado e francamente incómodo.

Nota: Distinguem-se perfeitamente, na 1ª fila, os seguintes elementos do DFE5: à esquerda o 180/65 MAR FZE Arnaldo Lopes Geraldo, ao centro, em cabelo, 1377/67 1º GRT FZE Manuel Coelho da Silva e à direita o 1572/67 1º GRT FZE José Maria Pimenta (Barcelos).
Julgamos que ainda se reconhecem mais alguns elementos, mas só serão acrescentados os seus nomes quando houver confirmação.

Foto VC_Meponda001

sábado, 20 de outubro de 2007

Curiosidades. Cobué (1)

O Pelotão do Exército que era colocado no Cobué usava uma parte das instalações da antiga Missão, num corpo diferente do edifício, fronteiro ao que o DFE5 ocupava. Tiveram durante muito tempo as sua própria alimentação e geralmente o responsável pela administração do rancho, quase sempre sujeita a críticas de vária indole, era um furriel que, pela função, era (e é) designado vago-mestre.
Recorda-se ainda que, para além das saudades da terra serem normalmente muito grandes, estava no imaginário de muitos militares uma possível viagem ao Continente português, para uso de férias, que teria que ser feita em avião. Aviões do único operador, a TAP, com preço entre 16 e 20 contos na moeda da altura (1970) com partida da Beira para Lisboa.

Naquelas instalações de grande movimentação de pessoal, porque iam rodando com elementos da respectiva Companhia estacionada no Lunho, estava escrita a seguinte e curiosa quadra:

O nosso vago-mestre

é um gajo porreiro,

até já foi a Lisboa

com o nosso dinheiro.

Nota* Para além do DFE5, estavam no Cobué como já referimos, no mesmo aquartelamento mas em áreas diferenciadas do edifício, um pelotão duma Companhia de Fuzileiros e este pelotão (-) (incompleto) do Exército.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Mocimboa da Praia. Desembarques e reembarques (1)

Á chegada e à partida de Mocimboa da Praia, para o desembarque ou reembarque normalmente efectuado de e para uma Fragata, dado que este tipo de navio ficava distante de terra, o pessoal e material do DFE5 eram movimentados através de batelões como a fotografia documenta.

Foto Moc_Praia018