quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Início da Comissão. Vila Cabral a Meponda (2)


Ainda fotografias do acidente no percurso incial do DFE5 de Vila Cabral a Meponda, a caminho do Lago Niassa.

Estava-se nessa altura a proceder à amarração da viatura sinistrada para não cair, assegurando-se ao mesmo tempo a possibilidade de passagem para continuação do percurso das restantes camionetas.


Na primeira fotografia são bem identificáveis o cabo FZE 8933 Joaquim Aguiar de Sousa (com barbas) e o Mar FZE 819/67 Manuel Joaquim Pires ("Chaves").

Fotos Ac_Meponda003 e Ac_Meponda004

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Início da Comissão. Vila Cabral a Meponda (1)



Neste trajecto entre Vila Cabral e Meponda em Fevereiro de 1969, feito em viaturas pesadas civis, foram também transportados os materiais do DFE5 e do respectivo pessoal, incluído o equipamento, fardamento e artigos pessoais dos elementos que tinham chegado antes de avião com bagagem limitada em peso, ocorreu um acidente com uma viatura. Por avaria no sistema de travagem, a viatura, já depois de ter atravessado uma ponte e iniciando uma subida, começou a descair e a precipitar-se da ponte, não tendo tal sucedido completamente porque os rodados ficaram presos no rebordo daquela e a viatura pendurada como as fotografias mostram. Nesse acidente* lesionou-se o 1394/67 1º grumete FZE José Serafim Maurício Oliveira** que foi logo evacuado não mais regressando à Unidade. Ao rio caíram também diversos caixotes***, cujo conteúdo, molhado e enlameado, foi na generalidade quase todo recuperado.
Notas 
* Quando a camioneta caiu da ponte, íam na cabine da viatura o Sargento H Carvalho e o Sarg FZ Parrinha .Conseguiram saltar mas o Sarg Carvalho ficou sem o seu boné. Sobre o Grumete FZ José Serafim Oliveira: Ele não caiu com a camioneta. Ele vinha em cima da camioneta juntamente com o Comandante Vidigal Aragão que não quis ir na cabine da viatura. E então quando se deu o acidente o Grumete Oliveira saltou da camioneta no sentido oposto à da queda daquela, e foi com tal força que ultrapassou a ponte e foi cair no outro lado no riacho em cima das pedras (na altura o rio levava pouca água e as pedras estavam visíveis).
**Vários meses mais tarde foi substituído pelo 1º grumete FZE 2037/68 José Carlos Bandeira Rodrigues
*** Também seguiam nessas viaturas alguns caixotes, igualmente transportados de Lisboa, de pessoal do DFE6 (1968-70) e de alguns dos seus familiares.

Fotos Ac_Meponda001 e Ac_Meponda002

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Lições aprendidas (1)

O camuflado tinha no dolman reforços pespontados nos ombros e nos cotovelos, o que, salvo erro, também acontecia nas calças na zona dos joelhos. Se por um lado conferiam alguma protecção em caso de queda, aquela concepção revelou graves inconvenientes. Com a chuva o camuflado ficava todo molhado e essas partes eram as que mais demoravam a secar*, com a desvantagem de que essas humidades coincidiam com articulações.

Os efeitos só os compreendemos mais tarde.

Nota* As diferenças térmicas da noite e do dia eram muito significativas. Com o calor do dia era possível que algumas partes da roupa secassem, mas durante a noite isso era praticamente impossível, designadamente aqueles reforços.



domingo, 30 de setembro de 2007

Louvores: Colectivos (3)

Este louvor colectivo, foi concedido por ocasião da operação "Nó Górdio" pelo Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, General Kaulza de Arriaga e foi lido às forças* na base entretanto constituída pelas Forças Armadas Portuguesas (mencionadas no louvor), base essa que deu origem a um novo aldeamento designado daí em diante por Muera.

Nota* Por ter considerado este louvor um "louvor político", que não retratava nem salientava o papel do DFE5 na operação, única Unidade que teve resultados e significativos, o oficial exercendo o comando do DFE5 pediu ao Comandante do Agrupamento para ser atribuída ao DFE5 uma missão que o mantivesse afastado durante a cerimónia, o que foi aceite. Ao DFE5 foram assim e durante aquele período, atribuídas funções de segurança da área, pelo que não esteve presente na dita cerimónia.

sábado, 29 de setembro de 2007

Resultados de operações (1)

Numa das operações efectuadas a partir do Cobué, por um grupo de assalto (metade) do DFE5, sob o comando do Comandante do Destacamento, foi feito um prisioneiro, agarrado-à-mão, o primeiro na Comissão. De seu nome Ali Bwanali, foi fotografado numa sala na área da Messe de Oficiais, imediatamente após a sua chegada ao aquartelamento do Cobué.

Não se dispondo de prisão, foi pouco depois colocado numa camarata* de pessoal (praças) do DFE5, que dispunha de beliches duplos de ferro, ficando algemado durante a noite a um deles para maior segurança.

Nota* De alguma irritabilidade contra esse representante do IN latente na expressão e comentários de alguns elementos da Unidade, pouco tempo depois esses mesmos elementos já estavam a oferecer cigarros e alimentos ao prisioneiro, sugerindo ao comando da unidade diferente forma de prisão do Ali Bwanali face à incomodidade das algemas.


Foto Cobue006

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Aquartelamento no Cobué (3)

A "machamba" no Cobué

Em Julho de 1969 e face às dificuldades em alimentação que se sentiam no Cobué, decidiu o DFE5 aproveitar um terreno inculto nas proximidades, junto ao Lago Niassa, para cultivar vegetais que tanta falta faziam.

Com explosivos rebentaram-se grandes pedras (para assim se poderem retirar) e um tractor conseguido de Metangula ajudou a lavrar o terreno. Depois da sementeira, em especial de alface e tomate, tudo regado com água do Lago Niassa mesmo ao lado, os resultados foram surpreendentes. Passaram-se a assegurar saladas nas duas refeições principais, almoço e jantar, para cerca de 140 homens: 80 do DFE5, 30 do pelotão duma Companhia de Fuzileiros cujo comando se encontrava em Metangula e 30 dum pelotão do Exército. Mesmo assim a produção excedia as necessidades, tendo-se chegado a “exportar” para lanchas e para o Comando da Defesa Marítima.

Foto Cobue022

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Aquartelamento em Mocimboa da Praia (2)

Um aspecto geral do aquartelamento em Mocimboa da Praia, em período entre operações, vendo-se em primeiro plano o ritual quase diário do descasque da batata, a ser feito pelo pessoal nessa altura designado para faxinas da cozinha, sob o olhar atento doutros elementos do DFE5.

Foto Moc_Praia008