quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Aquartelamento em Tete (1)

O aquartelamento em Tete, dentro do Forte de S.Tiago da cidade, na margem direita do Rio Zambeze, era inicialmente constituído por tendas de campanha, grandes com beliches* e pequenas, um telheiro onde se tomavam e confeccionavam as refeições e algumas infraestruturas do próprio forte para guarda de material; uma delas, concebida para instalações sanitárias, com duches, que por serem mais frescas eram usadas para a guarda do material de saúde. O Comandante do DFE5 residia fora do Forte. O Forte não era integralmente ocupado pelo DFE5 pois num conjunto de instalações situadas à direita do portão de entrada existiam instalações do almoxarifado, com a residência duma família sem qualquer ligação à área militar. As elevadas temperaturas na cidade tornavam as tendas pouco suportáveis para habitabilidade e, tratando-se duma situação transitória que se ía tornar definitiva, o Comando Naval de Moçambique providenciou a aquisição a uma empresa SÓCASAS um conjunto de casas pré-fabricadas, que, para surpresa da Unidade teriam que ser (e foram) construídas pelo próprio pessoal do DFE5, incluídas as sapatas de sustentação da estrutura (partes laterais e asnas) dos edifícios.

As fotografias mostram a muralha exterior do Forte de S. Tiago do lado do Rio Zambeze e os primeiros pré-fabricados construídos (que substituíram as tendas), da esquerda para a direita, destinados a praças, oficiais e sargentos.

Nota * Nas tendas não havia armários onde o pessoal pudesse arrumar/pendurar o respectivo fardamento. Recorda-se que na altura as praças só podiam sair de licença uniformizadas, de uniforme branco, normalmente com corpete.

Fotos Tete 003 e 009

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Louvores: Colectivos (1)

No final do período de comissão efectuado na zona do Lago Niassa, o DFE5 (oficiais, sargentos e praças) recebeu o seguinte louvor colectivo concedido pelo Comandante da Defesa Marítima dos Portos do Lago Niassa:

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Zonas de actuação (3)


Em 1970 o dispositivo dos Destacamentos de Fuzileiros Especiais em Moçambique foi alterado, passando um DFE para a área de Tete. Assim aconteceu primeiro com o DFE6 e a seguir, à data do fim da comissão deste em Moçambique, com o DFE5 que, saindo de Porto Amélia o foi render (30AGO1970*). O aquartelamento inicial, em Tete, dentro do Forte de S.Tiago, na cidade, na margem direita do Rio Zambeze, era constituído por tendas de campanha, um telheiro e algumas infraestruturas do próprio forte para guarda de material. O forte não era integralmente ocupado pelo DFE5 pois ali havia também instalações do almoxarifado, sem qualquer vinculo à área militar. As temperaturas nessa cidade eram frequentemente superiores a 40º C à sombra. Pouco tempo depois, para substituição das tendas foram construídos dentro do forte vários pré-fabricados adquiridos pelo Comando Naval de Moçambique, trabalho integralmente efectuado pelo pessoal do DFE5 apenas sob orientação técnica de elementos da firma vendedora.

Neste período, o DFE5 ainda ocupou a título permanente um posto no Tchiroze (ou Chiródese), onde em regime de rotação permaneciam cerca de 20 elementos. Nesta zona, de Tete ao Tchirose, as preocupações operacionais centravam-se principalmente no Rio Zambeze, quer em patrulhamento em botes quer em patrulhamento apeado, em pequenos grupos de dimensão inferior a grupo de combate, ao longo das margens do rio.

Este período coincidiu com a fase inicial da construção da barragem de Cahora Bassa, mais a montante, e da construção da ponte sobre o Zambeze que ligaria Tete à outra margem. Enquanto ali permanecemos o transporte de pessoas e viaturas entre as margens era efectuado por jangadas motorizadas.

O DFE5 manteve-se nesta zona até ao fim da comissão em Moçambique, no princípio de 1971, seguindo de Tete para a cidade da Beira, onde embarcou para regressar a Lisboa.

Nota* Data da chegada a Tete do DFE5. O Oficial Imediato e outros elementos tinham chegado em antecipação uns dias antes, de avião.

domingo, 16 de setembro de 2007

Operações: No Niassa (1)

Nas operações no Niassa o transporte do DFE5 (um grupo de assalto de cada vez) era feito nas LFP, sendo, normalmente, o desembarque efectuado de noite e o reembarque de dia, através dos botes Zebro III do DFE5 (embarcados com o respectivo pessoal, que os operava, naquelas lanchas).

Com alguma regularidade foram efectuadas operações na zona norte do território moçambicano, junto ao Lago, na zona montanhosa designada por Lipoche, para verificação do estado duma antiga infiltrante da FRELIMO. A fotografia documenta um daqueles reembarques.

Foto Lipoche002

sábado, 15 de setembro de 2007

Aquartelamento em Metangula (2)

No perímetro do CDMPLN em Metangula, havia instalações desportivas, entre as quais uma piscina. A fotografia mostra-a no dia 08JUL1969, Dia da Marinha na época*.

Decorria uma gincana aquática em que participaram alguns elementos do DFE5, inserida nas comemorações desse dia.

Nota* Data recentemente alterada (2001?) para 20MAI, data de chegada à Índia da Armada de Vasco da Gama.

Foto Metangula022

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Aquartelamento no Cobué (1)

O Cobué: A norte de Metangula, tendo em frente a pequena Ilha de Likoma, do Malawi, situava-se uma antiga missão católica dos missionários da Consolata, transformado em quartel no início da guerra colonial / do ultramar. Composto por um grande edifício e vários outros menores anexos, nos quais se incluía uma Igreja católica sem culto, o aquartelamento situava-se a cerca de 300 metros dum pequeno cais. Este podia servir uma Lancha de Fiscalização Pequena (LFP) ou uma Lancha de Desembarque Média ou Pequena (LDM) / (LDP), lanchas usadas para o movimento de pessoal e material a partir de Metangula, único acesso ao Cobué na altura utilizado. Na área, rodeada de montes que se diziam minados, para além destas instalações, apenas existiam outras construções em alvenaria como a residência da autoridade civil (chefe do posto, dependente do administrador de circunscrição do Lago) e um aldeamento de população nativa, organizado, quase todo de elementos captados pelos fuzileiros anteriores em operações. O aquartelamento, que tinha também um pelotão duma Companhia de Fuzileiros e outro do Exército, era comandado pelo oficial mais antigo do DFE presente, no caso o DFE5, o seu comandante.

Nestas fotografias podem ser vistas as instalações principais utilizadas: numa o maior edifício (alojamentos, serviços, refeitórios), e na outra uns anexos usados como arrecadações e agro-pecuária para ajuda ao sustento da unidade.



Este aquartelamento, no Cobué, foi atacado pela Frelimo em 15 de Julho de 1970 (em especial com canhão sem recuo), quando se encontrava fora, em operação, metade do DFE5. O ataque foi repelido.

Fotos Cobue 001 e 002


quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Entreposto de Vila Cabral

Em Vila Cabral existia uma residência da Marinha, designada por “Entreposto”, que prestava apoio aos movimentos logísticos e de pessoal com (para e do) o Lago Niassa (para Meponda em viaturas e para Metangula em avião, não havendo ligações directas ao Cobué). Era guarnecida permanentemente por pessoal de Marinha normalmente de abastecimento (L) e permitia que alguns elementos em trânsito ali pernoitassem, se necessário. Esse pessoal assegurava em especial a ligação aos voos militares e civis no aeroporto civil, bem como aos dois aviões estacionados em Metangula e aos respectivos pilotos.

A fotografia mostra este Entreposto em Vila Cabral.

Foto Vila_Cabral001