sábado, 20 de novembro de 2010

Fado do Destacamento veterano (1969?)

Do Cancioneiro do Niassa, publicação não oficial organizada no "Estado-Maior do Comando da Defesa Marítima dos Portos do Lago Niassa" em 1969, em capítulos (apresentados em diferentes cores de acordo com a classificação atribuída ao conteúdo de cada fado /canção, face especialmente ao vernáculo utilizado). Contem fados duma recolha dos que já eram nessa data conhecidos e outros compostos por essa altura em Metangula.

À data da edição deste Cancioneiro o DFE5 já não se encontrava em Metangula, mas no Cobué.


Fado do Destacamento Veterano

Já fiz 20 ou já fiz 30,

Fiz 40 operações!

Sem falhar ou sem que minta

Palmilhei mato aos montões!

D’engolir tantas rações,

Eu d’entro em pouco rebento,

Passei noites ao relento,

Sem dormir um só momento!


(Refrão)

Oh! Turra

Vai-te embora

Ai de mim, estou tão cansado!

Meu corpo já está todo escavacado!


Passar a vida toda a emboscar

Nomadizar e palmilhar,

Isto é que é frete, isto é que é fado!

Tem pena e pensa em mim

Que é p’ra meu bem!

Deixa-te capturar,

Que é p’rá guerra acabar!


Não posso mais da “carcassa”

Sinto tudo do avesso

Desde que vim p’ro Niassa,

Nem conserto eu já mereço!

Quando chegar à terrinha,

Não sei se vou todo inteiro!

Que raio de ideia a minha,

De ter dado em fuzileiro!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Da Revista da Armada

Fotografia publicada na Revista da Armada num artigo do capelão do nosso tempo no Niassa Padre Delmar Barreiros, na foto à direita.


O Comandante do nosso DFE5 à esquerda (Luís Filipe Vidigal Aragão, então 1º Tenente) e ao centro um oficial da CF4 (Bettencourt) que muito apoiou o capelão na construção e equipamento da capela das instalações navais de Metangula, inaugurada em 1969.

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Filme sobre os Fuzileiros portugueses Séc XXI

Um interessante filme sobre a preparação actual dos Fuzileiros, a ver com som que é indispensável:

http://www.youtube.com/watch?v=P1wFWZR8Znc

É curioso comparar as semelhanças e diferenças com o treino dos fuzileiros especiais nos anos sessenta, quer no que respeita às técnicas, ao material e equipamento, quer aos teatros de operações. Os cânticos no treino físico, de influência americana mas com letras bem adaptadas à nossa realidade, também foram introduzidos muito mais tarde.

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Outros DFE em Moçambique

Com um jornal - Correio da Manhã - saiu, às 5ªs Feiras de 08 de Julho a 09 de Setembro de 2010, uma Colecção de 10 livros sobre "As Grandes Operações da Guerra Colonial".
O volume nº 3, de que se mostra abaixo a capa, intitulado "Fuzileiros especiais no Niassa e Cabo Delgado", apresenta, nas suas páginas 3 a 33, relatos relativos ao DFE8 que nos antecedeu em Moçambique de 1966 a 1968, no Niassa em 1966 e em Cabo Delgado em 1968, cuja experiência em operações foi muito útil na preparação e organização do nosso DFE5.
Contendo diversas fotografias, nomeadamente fotos individuais de todos os elementos (oficiais, sargentos e praças) desse DFE8, inclui também fotografias do Sr. Orlando Cristina que nos acompanhou e guiou na 1ª operação que a nossa Unidade efectuou em Moçambique, no Lago Niassa.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Vistas de Metangula, anos sessenta e setenta

Interessante a apresentação colocada no Site/Sítio Reserva Naval sobre a Base Naval de Metangula (Comando dos Portos do Lago Niassa) e que pode ser vista em
http://blogue.reserva-naval.com/metangula_som.wmv
Muitas das fotografias mostram as infraestruturas exactamente como eram no período em que o nosso DFE5 ali permaneceu, em 1969.

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domingo, 25 de julho de 2010

Dia do Fuzileiro, 2010

No passado dia 10 de Julho de 2010, teve lugar, na Escola de Fuzileiros, o "Dia do Fuzileiro".


Tratou-se de um dia em que se reuniram, na casa-mãe, as antigas e as novas gerações.



Na foto, dum momento do desfile, pode ver-se o guião dos Destacamentos n.º 5 de Fuzileiros Especiais, que também foi o nosso.



quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ainda sobre o ataque ao Cobué

Em 15 de Julho de 1969, ainda antes dos primeiros alvores, a FRELIMO desencadeou um ataque às nossas instalações a que já fizemos referência neste blogue. Não estava presente a guarnição habitual, pois fora do aquartelamento do Cobué, em operações de nomadização, estava metade do DFE5 sob o comando do Comandante da Unidade.

Completando-se hoje exactamente 41 anos desse ataque, queremos recordar que felizmente desse ataque directo não tivemos qualquer baixa, nem mesmo feridos, apesar do intenso fogo a que estivemos sujeitos, fruto, em especial da reacção havida e da utilização da Oerlikon que nos estava atribuída com um marinheiro artilheiro para a defesa do aquartelamento.

Das armas utilizadas pelos então nossos Inimigos (IN), a de maior respeito foi o canhão sem recuo. Nos patrulhamentos feitos pela nossa Unidade no próprio dia e dias seguintes pelas imediações recolheram-se algumas dezenas de invólucros dessa arma, como o que a fotografia documenta, nos dias hoje usada como elemento simbólico mas só decorativo.
Fotos de JFAPVB