terça-feira, 13 de novembro de 2007

Lições aprendidas (3)

A mochila, de cor verde, que pertencia ao equipamento individual do combatente, tinha um volume e um peso apreciável, substancialmente aumentado quando ficava encharcada pela chuva.

Como solução expedita, com dois capuzes camuflados e os cintos dos fatos de exercício (tipo fato de macaco, acinzentado) que também não se usavam, fizeram-se num costureiro* local umas mochilas, com duas alças, pelo preço de dez escudos. Não eram impermeáveis mas eram resistentes e de incomparável leveza.

Nota* Designados localmente por teca-teca.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Reencontros. IV Encontro 2006

Em 18 de Março de 2006 realizou-se o IV Encontro do DFE5, organizado pela Comissão (a 2ª) composta pelo ex-Oficial Imediato Villas-Boas e pelos Guilherme Baltazar Barata e José Francisco Carvalho Dias (2º TEN e 1ºs grts /marinheiros no DFE5).


O Programa estabelecido e que foi cumprido, foi:
10h30
Concentração na Escola de Fuzileiros (EF)
11h00
Missa na Capela pelos camaradas falecidos celebrada pelo Capelão da Esc. de Fuzileiros
11h45
Visita ao Museu da EF e reunião em sala de aula para visualização de fotografias da Comissão.
Saída para o Restaurante
13h00
Aperitivos e Almoço no Restaurante Dina, na Estrada de Penalva - Quinta do Amassador –Stº António da Charneca
16h00
Corte do Bolo comemorativo
17h00
Despedida
No final da visita ao Museu da Escola de Fuzileiros, tirou-se uma fotografia ao grupo de presentes na escadaria da Messe de Sargentos.

Fotos Encontro_IV2006 e Encontro_IV18032006

domingo, 11 de novembro de 2007

Rio Zambeze (3) - Tete

A canhoneira "Tete", o último navio desse tipo da Marinha de Guerra Portuguesa, comandada em acumulação pelo capitão do porto dos portos do Chinde, subiu o Rio Zambeze e atracou em Tete na altura em que ali se encontrava o DFE5 e se aproximava o fim da sua comissão em Moçambique. Era o único Navio da República Portuguesa (NRP) nesta parte do Rio Zambeze.
A fotografia é de 02 de Fevereiro de 1971. Era seu comandante o CTEN Fernando Manuel Loureiro de Sousa.
Foto Tete010

sábado, 10 de novembro de 2007

Patrulhamento do Rio Zambeze (2)

O patrulhamento do Rio Zambeze em botes, neste caso com Zebros III*, entre Tete e o Tchiroze (ou Chirodzi?) na aproximação a uma zona do rio mais estreita**.

Notas:

* Da grande experiência, neste tipo de actividade, adquirida pelo DFE5 nesta fase de comissão na zona de Tete, em que eram passadas muitas horas nestes botes Zebro III, em grandes períodos na máxima velocidade que os motores Mercury de 50 Cv permitiam - para reduzir o perigo de sermos atingidos -, resultaram várias propostas de alteração à estrutura dos botes e aos hélices dos motores, endossadas pelo Comando Naval de Moçambique a Lisboa e que vieram a ser consideradas. Ex: Reforço das longarinas e dos paneiros que antes se partiam e desarticulavam com frequência; fixação dos hélices para não saltarem o que era frequente acontecer em inversão do motor.

** Com maior vulnerabilidade do pessoal embarcado nos botes aos eventuais atiradores situados nas margens.

Foto Tete002

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

FRELIMO (1)

Em 1970, depois de Lázaro Nkavandame, elemento prestigiado da etnia Maconde, se ter entregue às autoridades portuguesas, a FRELIMO desenvolveu uma campanha de contra-informação de que este folheto, apanhado por elementos do DFE5 em Cabo Delgado, fazia parte:
Nota: Acontecimento que foi explorado pelas nossas autoridades dando a ideia dum grande fracasso para a FRELIMO, numa campanha que se estendeu até aos dias que antecederam a operação "Nó Górdio", usando, nomeadamente, um avião com altifalantes montados numa das portas que transmitia mensagens gravadas de Lázaro Nkavandame e lançando folhetos que apelavam à população para se apresentar às autoridades portuguesas.

Foto LázaroK001

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Louvores colectivos (5)

No final da comissão em Moçambique, o DFE5 foi louvado colectivamente pelo Comandante Naval de Moçambique, conforme texto que se junta:

Era Comandante Naval de Moçambique nesta fase final da comissão do DFE5 o Contra-almirante Jaime Lopes, que substituíra o Contra-almirante Tierno Bagulho, postos, que embora continuem a existir com essa designação, corresponderiam presentemente ao de Vice-almirante.

Nota: Nesta mesma altura já era 2º Comandante Naval o CMG João Alves Martins, que rendera o anterior 2º Comandante, o CMG Sá Teixeira.

Foto Louvor_col005

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Em operações. Cabo Delgado (1)

Numa operação de nomadização do DFE5 em Cabo Delgado, pousando para a fotografia, depois de recolhidos elementos da população que não se encontravam controlados pelas autoridades civis portuguesas.


Da direita para a esquerda: 4º Oficial 2º TEN FZ RN Lopes Fernandes, 1512/67 Mateus Caldinhas, 1093/67 José Daniel da Silva Teixeira (Lisboa), 173/65 Francisco Moreira Inácio, 1495/67 Amândio Lopes, 931/67 Luciano (Manobra).

Nota: Na fotografia nota-se, à cintura do TEN Lopes Fernandes, um cantil, de 2 (dois) litros, que não fazia parte do equipamento original. Verificando-se com a experiência anterior que os cantis usados e fornecidos, de um litro, eram insuficientes, adquiriram-se estes em plástico (em Porto Amélia), de dois litros, pelo DFE5, depois recobertos com tecido camuflado.

Foto Fot005