quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Viagem de ida 1969 (2)

Fotografia duma refeição a bordo do Navio “Moçambique”, na viagem de ida do DFE5 para Moçambique, já depois de S. Tomé e Príncipe, todos na altura 1º Grt FZE.

Na mesa mais afastada, da esquerda para a direita: 1377/67 Manuel Coelho da Silva e 1532/67 Carlos Martins Ferreira (Nhenha); na mais próxima, também da esquerda para a direita: 1512/67 Mateus Caldinhas, 1556/67 Benvindo Jorge (Abrantes), José Maria Sá e Silva; de costas, 1564/67 Guilherme Barata, 97/67 Eduardo Agúdo (Cavalo), 1572/67 José Maria Pimenta (Barcelos). Em pé um tripulante do navio, copeiro, Sr. Pereira.

Foto (Silva) 042

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Viagem de ida 1969 (1)

Depois da partida do DFE5 para Comissão em Moçambique, a bordo do Navio “Moçambique”.


Da esquerda para a direita, todos então 1º Grt FZE: 97/67 Eduardo Agúdo (Cavalo), 1532/67 José Maria de Sá e Silva, 1572/67 José Maria Pimenta e 1102/67 Delfim Miranda Machado.
Foto (Silva) 13

sábado, 27 de outubro de 2007

Aquartelamento no Cobué (9)


Voltamos a publicar esta fotografia do Cobué para não nos escaparem alguns aspectos.
Trata-se da vista geral do edifício principal (da antiga Missão) usado como aquartelamento no Cobué, também tirada do alto da Igreja que ficava junta a este edifício. Do lado mais próximo na fotografia, da esquerda para a direita, a messe de oficiais (com janelas aos quadradinhos*), seguindo-se um edifício menor usado como cozinha e preparação dos alimentos, a machamba e messe dos sargentos no interior das arcadas e na ponta direita alojamentos dos oficiais. A ala mais afastada, para lá dum terreiro usado como parada para formaturas, era em parte usada pelo pelotão do Exército.
Nota* Quando o DFE5 chegou ao Cobué faltavam muitos vidros nessas janelas, tendo sido repostos por pessoal da Unidade. Mas com o ataque da FRELIMO sofrido às 05h00 de 15 de Julho de 1969, essencialmente por canhão sem recuo, morteiro e armas ligeiras, em que foram utilizadas muitas munições tracejantes, partiram-se a maioria dos vidros que tinham sido postos, devido especialmente ao rebentamento das granadas de morteiro. O ataque, completamente inesperado, foi repelido pela reacção havida, em que foi muito importante a Oerlikon de 20mm que fazia parte do sistema defensivo do aquartelamento e o seu atirador responsável, o artilheiro, praça de Marinha, do CDMPLN, de reforço à guarnição do Cobué. Esta arma era montada num reparo no exterior do edifício (canto do edifício mais afastado do observador da fotografia).
Foto Cobue001 de JPVB

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Cobué. A praia (1)

As margens do Lago Niassa na zona do Cobué eram recortadas por pequenos rios, entre alguns dos quais havia apreciáveis extensões de areal como a fotografia documenta**. Fora das horas de serviço, estas praias* eram um apetecível espaço de lazer.

Na zona próxima de Metangula não se verificava esta configuração das margens.

Notas:

* Ao nadar no Lago, evitava-se nadar nas proximidades da vegetação que se vê na água do Lago, por aí, dizia-se, haver maior susceptibilidade de contrair bilharziose.

** A mancha de terra que se vê em frente da praia na fotografia é a Ilha de Likoma, do Malawi.

Foto Cobué praia

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

“Aquartelamento” em Mueda (1)

O DFE5 depois de transportado para Mueda em avião Nord Atlas, ficou alojado num conjunto de tendas de campanha grandes (com capacidade para 16/20 pessoas), em cuja montagem participou. O DFE11 ficou alojado no mesmo local, aguardando aí os dois Destacamentos o início da operação “Nó Górdio” em que iriam participar.

Nesse período em Mueda, os elementos das duas Unidades colaboravam com outras forças na segurança do perímetro de Mueda, bastante extenso e com edifícios e bairros de população dispersos. Esta acção era especialmente feita através de patrulhamento* em viaturas Unimog, quer de dia quer de noite. Na fotografia pode ver-se o acampamento dos Fuzileiros, junto ao qual dias depois foi montado o acampamento, em tendas individuais, dum Grupo Especial (GE) de militares africanos.

Nota* Este patrulhamento nocturno em viatura era bastante desconfortável e de duvidosa eficácia, quer pela vulnerabilidade do pessoal nas viaturas, cuja marcha era bem identificada do exterior, quer pelas reduzidas visibilidade e audição, esta com o barulho dos motores.

Foto Mueda122

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Aquartelamento em Porto Amélia (3)

Fotografia (já gasta pelo tempo) duma formatura das praças do DFE5 para revista, no aquartelamento em Porto Amélia.

Nota: No meio da formatura há um pequeno “intruso”, órfão nativo acarinhado por todo o pessoal, que se encontrava à responsabilidade dum elemento do DFE6 (1968-70).

Foto PAmelia108

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Patrulhamento do Rio Zambeze (1)

O patrulhamento do Rio Zambeze era efectuado em botes de borracha Zebro III ou botes de fibra de vidro Marujo, com motores Mercury de 50 Cv. Nunca apenas com um bote, para garantir apoio mútuo, e 3 a 4 homens por bote. Nalgumas zonas, especialmente a montante do Tchiroze em que em certas épocas, com menos água, havia muitos obstáculos e rápidos, também era feito patrulhamento apeado nas proximidades das margens.

Na fotografia, uma imagem do Rio Zambeze tirada num patrulhamento, é visível a Missão de Boroma.

Noutras zonas o leito do rio estreitava entre zonas escarpadas, em que os botes eram facilmente vulneráveis a atiradores de terra.

Este mesmo Rio Zambeze tornava-se completamente diferente em período de chuvas, com águas castanhas e muita vegetação, ramos e animais mortos à superfície.

Foto Tete135