segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Cabos da Unidade

O DFE5 teve apenas quatro Cabos:

Cabo FZE Alberto João Prates Pinto

Enc. da Secretaria

Cabo FZE Hilário Gineto (Nazaré)

Adjunto (para botes e motores) do Sarg Sesimbra

Cabo FZE Jorge Joaquim Aguiar de Sousa

Adjunto (para o armamento) do Sarg Parrinha

Cabo FZE Noémio Charrama Antelo (Napoleão)

Adjunto do Quartel-Mestre Sarg Diogo


Os Cabos eram todos
da classe de Fuzileiros e Fuzileiros Especiais (FZE), do Quadro Permanente (única situação existente para Cabos) , com experiência anterior em África.

domingo, 7 de outubro de 2007

Aquartelamento no Cobué (4)


Vista do Aquartelamento do Cobue para Oeste, vendo-se a Ilha de Likoma (Malawi).

Foto Cobue007



sábado, 6 de outubro de 2007

Moços de Botica

Ainda em Lisboa, já com o DFE5 constituído, foram seleccionados alguns elementos para virem a desempenhar as funções de moço de botica. Tratava-se de habilitar até meia dúzia de praças, para, além das suas funções de atiradores, poderem desempenhar funções de socorrista e apoiar o Sargento enfermeiro quer nas operações no mato, quer nos tratamentos e curativos no serviço de saúde dos aquartelamentos.

Já em Metangula o 1º Sarg. H Carvalho ministrou-lhes um pequeno curso, que foi sendo permanentemente completado com prática nos serviços de saúde. Lembro-me perfeitamente dos seguintes nesta função, mas julgo que não seriam só estes quatro:

1102/67 Mar FZE*

Delfim Miranda Machado

1436/67 Mar FZE*

José Carlos

1476/67 Mar FZE*

Bernardino Lopes Marques

1494/67 Mar FZE*

Manuel Alexandre Guedes (Régua)**



Nota* Eram todos 1º Grumete e foram promovidos a Marinheiro (Mar) durante a comissão.

** Tendo sido escolhido para ordenança do Comandante do DFE5 deixou praticamente de desempenhar funções de moço de botica.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Louvores colectivos (4)


No final do período em que o DFE5 esteve na área de Tete, recebeu do Comandante do Sector F*, a que esteve atribuído, este louvor colectivo.

Nota* Curiosamente, o Comandante deste Sector nesta data era o Coronel Tirocinado Henrique Calado, reconhecido cavaleiro internacional e grande concursista hípico (saltos de obstáculos).

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Início da Comissão. Vila Cabral a Meponda (2)


Ainda fotografias do acidente no percurso incial do DFE5 de Vila Cabral a Meponda, a caminho do Lago Niassa.

Estava-se nessa altura a proceder à amarração da viatura sinistrada para não cair, assegurando-se ao mesmo tempo a possibilidade de passagem para continuação do percurso das restantes camionetas.


Na primeira fotografia são bem identificáveis o cabo FZE 8933 Joaquim Aguiar de Sousa (com barbas) e o Mar FZE 819/67 Manuel Joaquim Pires ("Chaves").

Fotos Ac_Meponda003 e Ac_Meponda004

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Início da Comissão. Vila Cabral a Meponda (1)



Neste trajecto entre Vila Cabral e Meponda em Fevereiro de 1969, feito em viaturas pesadas civis, foram também transportados os materiais do DFE5 e do respectivo pessoal, incluído o equipamento, fardamento e artigos pessoais dos elementos que tinham chegado antes de avião com bagagem limitada em peso, ocorreu um acidente com uma viatura. Por avaria no sistema de travagem, a viatura, já depois de ter atravessado uma ponte e iniciando uma subida, começou a descair e a precipitar-se da ponte, não tendo tal sucedido completamente porque os rodados ficaram presos no rebordo daquela e a viatura pendurada como as fotografias mostram. Nesse acidente* lesionou-se o 1394/67 1º grumete FZE José Serafim Maurício Oliveira** que foi logo evacuado não mais regressando à Unidade. Ao rio caíram também diversos caixotes***, cujo conteúdo, molhado e enlameado, foi na generalidade quase todo recuperado.
Notas 
* Quando a camioneta caiu da ponte, íam na cabine da viatura o Sargento H Carvalho e o Sarg FZ Parrinha .Conseguiram saltar mas o Sarg Carvalho ficou sem o seu boné. Sobre o Grumete FZ José Serafim Oliveira: Ele não caiu com a camioneta. Ele vinha em cima da camioneta juntamente com o Comandante Vidigal Aragão que não quis ir na cabine da viatura. E então quando se deu o acidente o Grumete Oliveira saltou da camioneta no sentido oposto à da queda daquela, e foi com tal força que ultrapassou a ponte e foi cair no outro lado no riacho em cima das pedras (na altura o rio levava pouca água e as pedras estavam visíveis).
**Vários meses mais tarde foi substituído pelo 1º grumete FZE 2037/68 José Carlos Bandeira Rodrigues
*** Também seguiam nessas viaturas alguns caixotes, igualmente transportados de Lisboa, de pessoal do DFE6 (1968-70) e de alguns dos seus familiares.

Fotos Ac_Meponda001 e Ac_Meponda002

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Lições aprendidas (1)

O camuflado tinha no dolman reforços pespontados nos ombros e nos cotovelos, o que, salvo erro, também acontecia nas calças na zona dos joelhos. Se por um lado conferiam alguma protecção em caso de queda, aquela concepção revelou graves inconvenientes. Com a chuva o camuflado ficava todo molhado e essas partes eram as que mais demoravam a secar*, com a desvantagem de que essas humidades coincidiam com articulações.

Os efeitos só os compreendemos mais tarde.

Nota* As diferenças térmicas da noite e do dia eram muito significativas. Com o calor do dia era possível que algumas partes da roupa secassem, mas durante a noite isso era praticamente impossível, designadamente aqueles reforços.