segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Ministro do Ultramar (1)

O então Ministro do Ultramar Joaquim M. da Silva Cunha visitou Tete em 15NOV1970, tendo-lhe sido, no aeroporto, prestadas honras militares pelo DFE5.

Nas fotografias podem ver-se aspectos da Guarda de Honra e o helicóptero da FAP (dum grupo de cinco) em que o ministro seguiu para visitar Cahora Bassa.

Fotos Tete004 e Tete017

domingo, 23 de setembro de 2007

Aquartelamento em Mocimboa da Praia (1)

O DFE5 sempre que fazia base em Mocimboa da Praia*, ficava alojado nos terrenos da Delegação Marítima de Mocimboa da Praia, quer nas tendas que ali se encontravam montadas em permanência, que nos alojamentos da Delegação (oficiais e sargentos), como a fotografia mostra. Constituindo-se rancho nos períodos em que a Unidade não estava em operações, este era confeccionado por um cozinheiro que se deslocava com o DFE5 de Porto Amélia, pertencente aos quadros de pessoal do Comando da Defesa Marítima.

Nota* Cerca de quinze dias por mês, em alternância com o DFE6

Foto Moc_Praia005

sábado, 22 de setembro de 2007

O início da Comissão. Lisboa a Moçambique

Consideramos que a Comissão se iniciou com a partida de Lisboa em Fevereiro de 1969.
O DFE5 seguiu, com partida de Lisboa, no Navio "Moçambique" escalando os portos indicados no mapa (na Madeira, S. Tomé e Príncipe, Angola, África do Sul e Moçambique) até Nacala, donde, de comboio, seguiu até Nova Guarda (onde o Oficial Imediato os aguardava, ido de Metangula, via Vila Cabral) já na 2ª semana de Março de 1969. Daqui seguiram em coluna de viaturas, via Vila Cabral até Meponda, que se situava já na margem do Lago Niassa, continuando então para norte em lanchas da Marinha de Guerra até Augusto Cardoso / Metangula. No trajecto, que era feito por DFE’s que acabavam de chegar pela primeira vez, apenas ocorreu um acidente com uma viatura pesada de que daremos conta separadamente.
Usualmente, como também aconteceu neste caso, a partida dos DFE era antecedida do envio para o local de destino de um pequeno grupo de elementos para receberem da Unidade que iam render o material e outras indicações importantes, preparando assim a chegada do grosso da Unidade.
Foi isto que se passou com o DFE5. Antecedendo a partida do grosso da Unidade no Navio "Moçambique", o Oficial Imediato 2º TEN Villas-Boas, o Quartel-mestre 1º Sarg FZE Diogo e o seu adjunto Cabo FZE Noémio Antelo "Napoleão" partiram em 12FEV1969 em avião da FAP Dakota - DC6* - cargueiro (depois de sucessivos adiamentos por avaria do avião) , com escalas em Bissau, Luanda (24h) e destino final Lourenço Marques (actual Maputo) onde chegaram a 15FEV. Nesta cidade aguardaram no Comando Naval de Moçambique alguns dias, seguindo em voos internos comerciais via Quelimane e Tete para Vila Cabral, donde seguiram num dos aviões da Marinha para Augusto Cardoso - Metangula.

Nota* A viagem em avião teve a seguinte duração: Lisboa-Bissau 8 horas; 2 horas no aeroporto de Bissau antes de descolar para a viagem para Luanda, de 10 horas (24 horas em Luanda, com dormida nas Messes da FAP); mais 7 horas de voo até L. Marques.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Louvores: Colectivos (2)

No termo da comissão efectuada na zona de Cabo Delgado, ao DFE5 (oficiais, sargentos e praças) foi concedido o seguinte louvor colectivo, dado pelo Comandante da Defesa Marítima dos Portos de Porto Amélia:

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Aquartelamento em Tete (1)

O aquartelamento em Tete, dentro do Forte de S.Tiago da cidade, na margem direita do Rio Zambeze, era inicialmente constituído por tendas de campanha, grandes com beliches* e pequenas, um telheiro onde se tomavam e confeccionavam as refeições e algumas infraestruturas do próprio forte para guarda de material; uma delas, concebida para instalações sanitárias, com duches, que por serem mais frescas eram usadas para a guarda do material de saúde. O Comandante do DFE5 residia fora do Forte. O Forte não era integralmente ocupado pelo DFE5 pois num conjunto de instalações situadas à direita do portão de entrada existiam instalações do almoxarifado, com a residência duma família sem qualquer ligação à área militar. As elevadas temperaturas na cidade tornavam as tendas pouco suportáveis para habitabilidade e, tratando-se duma situação transitória que se ía tornar definitiva, o Comando Naval de Moçambique providenciou a aquisição a uma empresa SÓCASAS um conjunto de casas pré-fabricadas, que, para surpresa da Unidade teriam que ser (e foram) construídas pelo próprio pessoal do DFE5, incluídas as sapatas de sustentação da estrutura (partes laterais e asnas) dos edifícios.

As fotografias mostram a muralha exterior do Forte de S. Tiago do lado do Rio Zambeze e os primeiros pré-fabricados construídos (que substituíram as tendas), da esquerda para a direita, destinados a praças, oficiais e sargentos.

Nota * Nas tendas não havia armários onde o pessoal pudesse arrumar/pendurar o respectivo fardamento. Recorda-se que na altura as praças só podiam sair de licença uniformizadas, de uniforme branco, normalmente com corpete.

Fotos Tete 003 e 009

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Louvores: Colectivos (1)

No final do período de comissão efectuado na zona do Lago Niassa, o DFE5 (oficiais, sargentos e praças) recebeu o seguinte louvor colectivo concedido pelo Comandante da Defesa Marítima dos Portos do Lago Niassa:

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Zonas de actuação (3)


Em 1970 o dispositivo dos Destacamentos de Fuzileiros Especiais em Moçambique foi alterado, passando um DFE para a área de Tete. Assim aconteceu primeiro com o DFE6 e a seguir, à data do fim da comissão deste em Moçambique, com o DFE5 que, saindo de Porto Amélia o foi render (30AGO1970*). O aquartelamento inicial, em Tete, dentro do Forte de S.Tiago, na cidade, na margem direita do Rio Zambeze, era constituído por tendas de campanha, um telheiro e algumas infraestruturas do próprio forte para guarda de material. O forte não era integralmente ocupado pelo DFE5 pois ali havia também instalações do almoxarifado, sem qualquer vinculo à área militar. As temperaturas nessa cidade eram frequentemente superiores a 40º C à sombra. Pouco tempo depois, para substituição das tendas foram construídos dentro do forte vários pré-fabricados adquiridos pelo Comando Naval de Moçambique, trabalho integralmente efectuado pelo pessoal do DFE5 apenas sob orientação técnica de elementos da firma vendedora.

Neste período, o DFE5 ainda ocupou a título permanente um posto no Tchiroze (ou Chiródese), onde em regime de rotação permaneciam cerca de 20 elementos. Nesta zona, de Tete ao Tchirose, as preocupações operacionais centravam-se principalmente no Rio Zambeze, quer em patrulhamento em botes quer em patrulhamento apeado, em pequenos grupos de dimensão inferior a grupo de combate, ao longo das margens do rio.

Este período coincidiu com a fase inicial da construção da barragem de Cahora Bassa, mais a montante, e da construção da ponte sobre o Zambeze que ligaria Tete à outra margem. Enquanto ali permanecemos o transporte de pessoas e viaturas entre as margens era efectuado por jangadas motorizadas.

O DFE5 manteve-se nesta zona até ao fim da comissão em Moçambique, no princípio de 1971, seguindo de Tete para a cidade da Beira, onde embarcou para regressar a Lisboa.

Nota* Data da chegada a Tete do DFE5. O Oficial Imediato e outros elementos tinham chegado em antecipação uns dias antes, de avião.