domingo, 16 de setembro de 2007

Operações: No Niassa (1)

Nas operações no Niassa o transporte do DFE5 (um grupo de assalto de cada vez) era feito nas LFP, sendo, normalmente, o desembarque efectuado de noite e o reembarque de dia, através dos botes Zebro III do DFE5 (embarcados com o respectivo pessoal, que os operava, naquelas lanchas).

Com alguma regularidade foram efectuadas operações na zona norte do território moçambicano, junto ao Lago, na zona montanhosa designada por Lipoche, para verificação do estado duma antiga infiltrante da FRELIMO. A fotografia documenta um daqueles reembarques.

Foto Lipoche002

sábado, 15 de setembro de 2007

Aquartelamento em Metangula (2)

No perímetro do CDMPLN em Metangula, havia instalações desportivas, entre as quais uma piscina. A fotografia mostra-a no dia 08JUL1969, Dia da Marinha na época*.

Decorria uma gincana aquática em que participaram alguns elementos do DFE5, inserida nas comemorações desse dia.

Nota* Data recentemente alterada (2001?) para 20MAI, data de chegada à Índia da Armada de Vasco da Gama.

Foto Metangula022

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Aquartelamento no Cobué (1)

O Cobué: A norte de Metangula, tendo em frente a pequena Ilha de Likoma, do Malawi, situava-se uma antiga missão católica dos missionários da Consolata, transformado em quartel no início da guerra colonial / do ultramar. Composto por um grande edifício e vários outros menores anexos, nos quais se incluía uma Igreja católica sem culto, o aquartelamento situava-se a cerca de 300 metros dum pequeno cais. Este podia servir uma Lancha de Fiscalização Pequena (LFP) ou uma Lancha de Desembarque Média ou Pequena (LDM) / (LDP), lanchas usadas para o movimento de pessoal e material a partir de Metangula, único acesso ao Cobué na altura utilizado. Na área, rodeada de montes que se diziam minados, para além destas instalações, apenas existiam outras construções em alvenaria como a residência da autoridade civil (chefe do posto, dependente do administrador de circunscrição do Lago) e um aldeamento de população nativa, organizado, quase todo de elementos captados pelos fuzileiros anteriores em operações. O aquartelamento, que tinha também um pelotão duma Companhia de Fuzileiros e outro do Exército, era comandado pelo oficial mais antigo do DFE presente, no caso o DFE5, o seu comandante.

Nestas fotografias podem ser vistas as instalações principais utilizadas: numa o maior edifício (alojamentos, serviços, refeitórios), e na outra uns anexos usados como arrecadações e agro-pecuária para ajuda ao sustento da unidade.



Este aquartelamento, no Cobué, foi atacado pela Frelimo em 15 de Julho de 1970 (em especial com canhão sem recuo), quando se encontrava fora, em operação, metade do DFE5. O ataque foi repelido.

Fotos Cobue 001 e 002


quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Entreposto de Vila Cabral

Em Vila Cabral existia uma residência da Marinha, designada por “Entreposto”, que prestava apoio aos movimentos logísticos e de pessoal com (para e do) o Lago Niassa (para Meponda em viaturas e para Metangula em avião, não havendo ligações directas ao Cobué). Era guarnecida permanentemente por pessoal de Marinha normalmente de abastecimento (L) e permitia que alguns elementos em trânsito ali pernoitassem, se necessário. Esse pessoal assegurava em especial a ligação aos voos militares e civis no aeroporto civil, bem como aos dois aviões estacionados em Metangula e aos respectivos pilotos.

A fotografia mostra este Entreposto em Vila Cabral.

Foto Vila_Cabral001

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Aquartelamento em Porto Amélia (2)

Para além deste outro ângulo das instalações do aquartelamento dos fuzileiros em Porto Amélia, a cores*, pode ver-se uma formatura para serviços do DFE5, junto ao edifício onde funcionava o Serviço de Saúde. Como se pode observar, um dos uniformes e dos mais usados, era o serviço interno com calções e meias altas pretas.

Nota *Recordo que um rolo de slides / diapositivos na altura -1970 -, que, normalmente, era adquirido com revelação incluída, tinha que ser mandado revelar no estrangeiro, neste caso na Àfrica do Sul, o que podia demorar 2 a 3 semanas.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Aquartelamento em Porto Amélia (1)

Em Porto Amélia para além das instalações do Comando da Defesa Marítima nas proximidades da área portuária, havia o aquartelamento dos fuzileiros onde estavam alojados dois DFE's. A Marinha dispunha ainda duma moradia na cidade que servia de Messe para alojamento de oficiais (sem familiares).

As fotografias juntas mostram aspectos gerais do aquartelamento dos fuzileiros onde se encontrava o DFE5.

domingo, 9 de setembro de 2007

Zonas de actuação (2)



Em 1969 o dispositivo de DFE’s em Moçambique era de dois DFE no Niassa (um em Metangula e outro no Cobué), e dois em Porto Amélia, estes sob o Comando da Defesa Marítima dos Portos de Porto Amélia (CDMPPA). No período inicial o Comandante da Defesa Marítima era o CFRAG Manuel da Rocha Santos Prado, que tendo algum tempo depois passado a Governador do Distrito de Cabo Delgado, foi substituído naquelas funções militares pelo CFRAG António Gonçalves Ramos.

Do Niassa, ainda em 1969, em Novembro, o DFE5 seguiu para Porto Amélia (para render o DFE4 comandado pelo 1º TEN SEF José de Almeida e Costa Cardoso Moniz - mais tarde transitou para o então novo quadro de oficiais Fuzileiros- que terminava a comissão em Moçambique regressando a Lisboa). O Comandante do DFE5 foi o primeiro a apresentar-se em Porto Amélia e o grosso da Unidade só ali chegou em 24NOV1969 depois duma viagem nas lanchas até Meponda, dali em viaturas até Vila Cabral e seguidamente em dois aviões Nord-Atlas* da FAP até Nacala, donde, na FFD. Francisco de Almeida” foi levado para Porto Amélia, onde se manteve com base permanente até Agosto de 1970.

Nesta zona de Cabo Delgado inicialmente as operações realizaram-se sob o comando militar do Exército sediado em Mocimboa da Praia, local onde o DFE5 (alternando com o DFE6) fazia base cerca de 15 dias por mês para duas operações, de 3 a 4 dias cada, e mais tarde sob o comando da Marinha – CDMPPA - na orla costeira. Foi neste período que o DFE5 se deslocou para Mueda para participar na Operação Nó Górdio, operação realizada sob as ordens do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique General Kaulza de Arriaga. Enquanto em Cabo Delgado, o DFE5 era transportado para Mocimboa da Praia e para as zonas de operações ou em Fragatas (FF) ou na Lancha de Desembarque Grande (LDG) Cimitarra. No litoral o DFE5 era usualmente desembarcado por botes de borracha Zebro III pelas Unidades de Desembarque das Fragatas e, curiosamente, na primeira operação, realizada no Norte, junto à fronteira, com tropas paraquedistas, foi desembarcado em Palma duma fragata para embarcações à vela tripuladas por nativos locais.

Nesta zona as operações foram realizadas pela Unidade completa a quatro grupos de combate /dois grupos de assalto e consistiram essencialmente em golpes de mão e operações de nomadização.

Nota* Um destes dois aviões preparados para o transporte do DFE5, teve de levar de Vila Cabral 11 militares duma Companhia de Comandos em estado muito grave, feridos numa operação nessa madrugada, aterrando primeiro em Nampula para os evacuar.