quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Aquartelamento em Porto Amélia (2)

Para além deste outro ângulo das instalações do aquartelamento dos fuzileiros em Porto Amélia, a cores*, pode ver-se uma formatura para serviços do DFE5, junto ao edifício onde funcionava o Serviço de Saúde. Como se pode observar, um dos uniformes e dos mais usados, era o serviço interno com calções e meias altas pretas.

Nota *Recordo que um rolo de slides / diapositivos na altura -1970 -, que, normalmente, era adquirido com revelação incluída, tinha que ser mandado revelar no estrangeiro, neste caso na Àfrica do Sul, o que podia demorar 2 a 3 semanas.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Aquartelamento em Porto Amélia (1)

Em Porto Amélia para além das instalações do Comando da Defesa Marítima nas proximidades da área portuária, havia o aquartelamento dos fuzileiros onde estavam alojados dois DFE's. A Marinha dispunha ainda duma moradia na cidade que servia de Messe para alojamento de oficiais (sem familiares).

As fotografias juntas mostram aspectos gerais do aquartelamento dos fuzileiros onde se encontrava o DFE5.

domingo, 9 de setembro de 2007

Zonas de actuação (2)



Em 1969 o dispositivo de DFE’s em Moçambique era de dois DFE no Niassa (um em Metangula e outro no Cobué), e dois em Porto Amélia, estes sob o Comando da Defesa Marítima dos Portos de Porto Amélia (CDMPPA). No período inicial o Comandante da Defesa Marítima era o CFRAG Manuel da Rocha Santos Prado, que tendo algum tempo depois passado a Governador do Distrito de Cabo Delgado, foi substituído naquelas funções militares pelo CFRAG António Gonçalves Ramos.

Do Niassa, ainda em 1969, em Novembro, o DFE5 seguiu para Porto Amélia (para render o DFE4 comandado pelo 1º TEN SEF José de Almeida e Costa Cardoso Moniz - mais tarde transitou para o então novo quadro de oficiais Fuzileiros- que terminava a comissão em Moçambique regressando a Lisboa). O Comandante do DFE5 foi o primeiro a apresentar-se em Porto Amélia e o grosso da Unidade só ali chegou em 24NOV1969 depois duma viagem nas lanchas até Meponda, dali em viaturas até Vila Cabral e seguidamente em dois aviões Nord-Atlas* da FAP até Nacala, donde, na FFD. Francisco de Almeida” foi levado para Porto Amélia, onde se manteve com base permanente até Agosto de 1970.

Nesta zona de Cabo Delgado inicialmente as operações realizaram-se sob o comando militar do Exército sediado em Mocimboa da Praia, local onde o DFE5 (alternando com o DFE6) fazia base cerca de 15 dias por mês para duas operações, de 3 a 4 dias cada, e mais tarde sob o comando da Marinha – CDMPPA - na orla costeira. Foi neste período que o DFE5 se deslocou para Mueda para participar na Operação Nó Górdio, operação realizada sob as ordens do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique General Kaulza de Arriaga. Enquanto em Cabo Delgado, o DFE5 era transportado para Mocimboa da Praia e para as zonas de operações ou em Fragatas (FF) ou na Lancha de Desembarque Grande (LDG) Cimitarra. No litoral o DFE5 era usualmente desembarcado por botes de borracha Zebro III pelas Unidades de Desembarque das Fragatas e, curiosamente, na primeira operação, realizada no Norte, junto à fronteira, com tropas paraquedistas, foi desembarcado em Palma duma fragata para embarcações à vela tripuladas por nativos locais.

Nesta zona as operações foram realizadas pela Unidade completa a quatro grupos de combate /dois grupos de assalto e consistiram essencialmente em golpes de mão e operações de nomadização.

Nota* Um destes dois aviões preparados para o transporte do DFE5, teve de levar de Vila Cabral 11 militares duma Companhia de Comandos em estado muito grave, feridos numa operação nessa madrugada, aterrando primeiro em Nampula para os evacuar.


sábado, 8 de setembro de 2007

Aquartelamento em Metangula (1)

As instalações do Comando de Defesa Marítima do Lago Niassa, em Metangula, onde o DFE5 permaneceu na fase inicial, dividiam-se em termos genéricos por três áreas:
  • A área de maior edificação, na zona alta, do comando e dos serviços, messes, instalações desportivas, etc...
  • A zona junto ao Lago, das Lanchas e assistência oficinal;
  • O aeroporto com o hangar para os dois aviões da Marinha, separado das anteriores.










As fotografias juntas mostram aspectos daquelas duas primeiras áreas.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Zonas de actuação (1)



A primeira zona de Moçambique onde o DFE5 foi colocado, foi no Niassa. Primeiro em Augusto Cardoso / Metangula e depois, mais a norte, no Cobué. Nessa zona o DFE5 permaneceu no ano de 1969, sob as ordens do Comando da Defesa Marítima dos Portos do Lago Niassa, cujo Comandante era então o Capitão-de-fragata (CFRAG) João da Fonseca Caxaria. Nessa zona as operações foram efectuadas ou com todo o Destacamento ou com meio Destacamento (dois grupos de combate), situação esta que ocorreu sempre no Cobué dada a necessidade de manter o aquartelamento guarnecido (apesar de reforçado com um pelotão duma Companhia de Fuzileiros e um pelotão dum Batalhão do Exército).
Os desembarques para as operações eram efectuados a partir das lanchas de fiscalização pequenas (LFP) e, para terra, destas ou a partir de botes de borracha, ou ainda por abicagem das LFP directamente à praia (como sucedeu na primeira operação efectuada conjuntamente com o DFE6, Destacamento esse há mais tempo em comissão, comandado pelo 1º TEN Hermenegildo Duarte Lourenço).

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Sargentos da Unidade

Do DFE5 fizeram parte seis Sargentos:

1º Sarg FZE Guilhermino Augusto Ângelo *


1º Sarg FZE Arnaldo Laranjo Ferreira *


1º Sarg FZE Manuel Maria de Carvalho Diogo *

Quartel-Mestre

1º Sarg FZE António Manuel Prata Pinto (Sesimbra)


2º Sarg H Manuel Leitão Duarte Carvalho *

Enfermeiro

2º Sarg FZE Francisco Custódio da Silva Parrinha *


Os Sargentos eram todos do Quadro Permanente (única situação existente para Sargentos na altura), cinco da classe de Fuzileiros e um de Enfermeiros. O Sarg FZE Laranjo era oriundo da classe de Enfermeiros da qual tinha transitado para a de Fuzileiros. Todos os 5 da classe de Fuzileiros, já tinham experiência anterior em unidades do mesmo tipo em África.

* Seguiram posteriormente a carreira de oficial: três nas Classes do Serviço Especial (SE) e dois de Oficiais Técnicos (OT).

domingo, 2 de setembro de 2007

Oficiais da Unidade

Os DFE’s na altura da constituição do DFE5 em 1968 já tinham passado a ter quatro oficiais (em vez de 3). Do DFE5 fizeram parte:

Comandante

1º TEN Luís Filipe Vidigal Aragão

Imediato

2º TEN Joaquim Francisco de Almada Paes de Villas-Bôas

3º Oficial

SUB TEN FZ Antides Rama de Oliveira Santo *

4º Oficial

SUBTEN FZ António Lopes Fernandes *


O Comandante e o Imediato eram oficiais do Quadro Permanente da classe de Marinha e os outros dois oficiais da Reserva Naval, da classe de Fuzileiros.

O Imediato foi promovido a 1º TEN no último período da Comissão já em 1971. Os 3º e 4º Oficiais foram promovidos a 2º TEN. A promoção do SUBTEN Santo a este posto só na passagem à disponibilidade e a do SUBTEN Lopes Fernandes ainda em Comissão.

* Após a saída da Marinha, terminado o seu tempo de serviço militar, vieram a licenciar-se em Medicina e Direito, respectivamente.